Às vezes penso que já não vou escrever-te mais.
Porque me violento ao escrever
Porque estremeço por dentro
Porque te amo ainda.
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João Marinheiro (de água salgada e alma doce), in Memórias Virtuais, "Qual foi a Manhã".
Monday, April 30, 2007
Thursday, April 19, 2007
Decidi
Esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer por querer
Decidi te lembrar quantas vezes eu tenha vontade
Sem nada a perder.
(Excerto de "Outra Vez", Roberto Carlos).
Sunday, March 4, 2007
"(...) sabemos que nos falta qualquer coisa,
e que essa qualquer coisa que não conseguimos definir, e que é sem dúvida um pedaço da nossa alma, foi retalhada do nosso ser por esse olhar que nos fixou, e levou consigo a imagem em que a nossa essência encontrara a sua mais completa expressão, deixando-nos um vazio que não conseguimos definir, porque para isso precisaríamos das palavras de quem nos roubou a nós próprios".
In O Anjo da Tempestade, Nuno Júdice.
Entardeço
Nem tudo na vida é ouro sobre azul.
Quanta vida [entardecida], neste azul sobre o Douro!
Quanta vida [entardecida], neste azul sobre o Douro!
(Ribeira do Porto, 12 de Fevereiro de 2007)
Tuesday, February 27, 2007
Naufrágio
Pus o meu sonho num navio
E o navio em cima do mar
E o navio em cima do mar
Depois abri o mar com as mãos
Para o meu sonho naufragar
Minhas mãos ainda estão molhadas
Do azul das ondas entreabertas
E a cor que escorre dos meus dedos
Colore as areias desertas
O vento vem, vindo de longe
A noite se curva de frio
Debaixo d'água vai morrendo meu sonho
Vai morrendo dentro do navio
Chorarei quanto for preciso
Para fazer com que o mar cresça
E o meu navio chegue ao fundo
E o meu sonho desapareça.
(Cecília Meireles)
Wednesday, January 31, 2007
Verso pendente
Esta causa ardente
Que me inflama e domina
Será o verso pendente
De um poema que termina
Thursday, January 25, 2007
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